Projeto de Alfabetização.
A
experiência de elaborar
e realizar um projeto de alfabetização para
jovens e adultos, além de ter
proporcionado-me o desafio de pautar o processo educativo pela
compreensão e
pelo respeito do diferente e da diversidade: ter o direito a ser igual
quando a
diferença nos inferioriza e o de ser diferente quando a
igualdade nos
descaracteriza, proporcionou-me também a
apropriação de novos conhecimentos e
habilidades que me incentivam a buscar a cada dia uma forma de aprender
mais
para ensinar melhor.
Projeto realizado sob orientação e supervisão da professora Terezinha Inácio do Centro Universitário Nove de Julho – UNINOVE.
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A Capa
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O Projeto
1
–Projeto
Primeiro Passo Para A Libertação
2
– Proponente
Renée Coura Ivo Vituri
3
– Mini-Currículo
Formada em Técnico em Telecomunicações há 12 anos. Trabalho voluntário em Instituições como: LAR DE ASSISTÊNCIA À CRIANÇA “JOEL CORREA DE AVILA” – CRECHE, INSTITUIÇÃO BENEFICENTE CRISTÃ “PROJETO RESGATE IÊ-OA” e Igreja Presbiteriana Independente do Ipiranga, como assistente de classe, monitora de crianças em atividades e passeios ao ar livre, coordenadora de eventos de confraternização da comunidade e auxiliar administrativa. Trabalho remunerado como Orientadora-Sócioeducativa e Auxiliar de Coordenação, no Albergue e Núcleo de Serviços “Estação Bem-Estar”, que atua com crianças e adultos em situação de rua. Facilidade no relacionamento com as diferenças, capacidade na articulação em grupo e no trabalho em equipe.
4
–
Objetivos
A partir de uma participação ativa (educandos e educador), buscar saber quem são os educandos, suas expectativas, suas histórias de vida, seus percursos escolar, profissional e familiar, bem como descobrir o que sabem e também o que querem aprender, para de posse de tais informações, preparar atividades que desenvolvam habilidades de leitura, de escrita e de matemática, trabalhando a construção do conhecimento de forma dinâmica considerando as expectativas e necessidades dos alunos objetivando tornar possível por meio do processo de construção e reconstrução de conhecimentos favorecer o desenvolvimento de relação interpessoal, de afetividade, de solidariedade, de auto-estima, de cognição, de ética e estética, possibilitando a inserção do indivíduo no dia-a-dia das questões sociais, em um universo cultural maior, criando situações para que todos os alunos desenvolvam suas capacidades e aprendam os conteúdos necessários para construir instrumento de compreensão da realidade e de participação em relações sociais, políticas e culturais diversificadas cada vez mais amplas, reconhecendo-se como agente histórico e transformador, propiciando o exercício da cidadania na construção de uma sociedade democrática e não excludente.

Ø possibilitar a percepção que todo ser humano tem sua própria história, suas relações com o ambiente e com as outras pessoas. Que cada um de nós é uma pessoa especial, que enfrenta de forma única os desafios da vida, dentro de seus limites e possibilidades;
Ø favorecer a compreensão de que o contato com o meio social e cultural é essencial para a aprendizagem e o desenvolvimento, procurando mostrar que é no mundo das relações entre as pessoas que aprendemos o que somos, que descobrimos do que gostamos ou não gostamos, em que acreditamos e que é no conflito com o outro que aprendemos a pensar e à partir daí nos desenvolvemos e nos transformamos;
Ø mostrar as diferenças existentes entre a fala e a escrita, propiciando a percepção de que há situações nas quais as soluções adequadas para a oralidade não são adequadas para a escrita, ou seja, fala e escrita regem-se por convenções diferentes que são apreendidas no cotidiano por meio da construção de hipóteses, da leitura de bons textos, da aplicação contínua no dia-a-dia;
Ø favorecer o desenvolvimento da capacidade de reconhecer nos textos as marcas específicas da leitura e da escrita, firmando a compreensão de que a escrita é um sistema complexo, com muitas regras e algumas exceções que estabelecem limites na produção de um texto;
Ø
despertar
a consciência da
importância da leitura para um bom desempenho da escrita e
possibilitar o
entendimento de que a leitura, apesar dos diferentes significados
atribuídos
por diferentes leitores para um mesmo texto, é uma atividade
coerente, lógica,
que nos torna mais capazes de lidar com o mundo hoje;
Ø despertar o educando para uma melhor compreensão de estruturas matemáticas, estimulando o pensamento autônomo, possibilitando o exercício de capacidades mentais como: memória, dedução, análise e generalização, favorecendo o desenvolvimento da criatividade, da capacidade para tomar decisões e de atitudes de segurança para resolver problemas numéricos cotidianos.
5
–
Justificativa
Vivemos em uma sociedade dividida em classes, onde os privilégios de uns impedem a maioria de usufruir os bens produzidos. Um desses bens é a educação, da qual é excluída a grande maioria da população, pois para aqueles que se encontram no poder não há instrumento mais poderoso para manter a dominação sobre os homens do que conservá-los na ignorância.
Excluir alguns segmentos sociais desse bem cultural é impedir aos que não conhecem as letras o acesso à leitura do mundo que a verdadeira leitura da palavra possibilita, é tirar-lhes o direito da participação, da cidadania e da vida social com dignidade.
A alfabetização conscientizadora é um dos caminhos mais seguros para uma transformação efetiva: um caminho para o bem comum, para uma sociedade mais justa e uma vida digna.
Em um país que se quer democrático, como o Brasil desde as duas últimas décadas, a cidadania democrática depende de todos nós – e principalmente dos professores e de outras pessoas ligadas à educação escolar. A educação escolar é uma das portas de entrada da cidadania e, sem dúvida um dos fundamentos da democracia, que atualmente exige mais que o voto e a esperança ingênua de que as coisas mudem, ela reclama participação e o domínio de habilidades de leitura e escrita são exigências fundamentais para que esta aconteça com consciência.

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Etapas
6 –
Descrição do Projeto
6.1
– Etapas
|
Etapas |
Período |
Responsáveis |
|
Discussão do Projeto |
|
NEJA e Alfabetizadora |
|
Divulgação do Projeto |
|
Alfabetizadora |
|
Período de Matrículas |
|
Alfabetizadora |
|
Início do Curso |
22/10/05 |
NEJA e Alfabetizadora |
|
Término do Curso |
17/12/05 |
|
6.2
– Período de Divulgação e
Matrícula
O Curso de
Alfabetização de Jovens e Adultos
deverá
ser divulgado no período que vai de
6.3
– Montagem de Turmas e Número
de Alunos
Pretende-se montar um grupo de alfabetização com no mínimo 10 alunos e no máximo 20 alfabetizandos inscritos.

6.4
– Dias de Funcionamento
As aulas deverão ser ministradas aos sábados das 09:00 às 12:00 horas.
6.5
– Carga Horária Diária e
Total
|
Diária |
Total |
|
3 horas |
27 horas |
6.6
– Local
Centro Universitário Nove de Julho
Rua Vergueiro, 235 – Liberdade - 01504-001 - Sala: 215
Telefone: 3385-9000
6.7
– Cronograma de Trabalho
|
Sábados
das 09:00 às 12:00 horas - Carga horária
diária: 3:00 horas Início
das aulas: 22/10/05 - Término das aulas: 17/12/05 Alfabetizadora:
Renée Coura Ivo Vituri |
|||
|
Mês |
Dias |
Qtde. de Dias |
Carga
Horária |
|
Outubro |
22 e 29 |
02 |
06:00 |
|
Novembro |
05, 12, 19 e 26 |
04 |
12:00 |
|
Dezembro |
03, 10 e 17 |
03 |
09:00 |
|
TOTAL |
09 |
27:00 |
|

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Recursos
7.0
– Recursos Necessários
Espaço
Físico e materiais – Uso Coletivo
§ sala de aula de tamanho regular, de fácil acesso, ventilação e iluminação adequada e equipada com cadeiras compatíveis, lousa, apagador e giz;
§ toalete feminino e masculino próximo a sala de aula;
§ 100 folhas de papel sulfite branco e 50 colorido;
§ 01 grampeador;
§ 01 caixa de grampo para grampeador;
§ 02 caixas de lápis de cor;
§ 02 caixas de lápis de cera;
§ 01 tubo de cola grande;
§ blocos lógicos;
§ aparelho de som portátil;
§ jornais e revistas;
§ livros paradidáticos.
Materiais
Didáticos – Uso Individual
§ 01 caderno universitário de 100 folhas;
§ 02 lápis preto;
§ 01 caneta esferográfica azul e 01 vermelha;
§ 01
régua de
§ 01 borracha branca macia;
§ 01 pasta para guardar o material
8.0
- Proposta de Divulgação
Divulgação por meio de abordagem direta em locais, onde pode se encontrar pessoas não-alfabetizadas, como: albergues, postos de gasolina, obras de andamento, condomínios, etc bem como em espaços religiosos como: igrejas, centros, etc.
9.0
– Avaliação da Parceria
A Coordenadora e a alfabetizadora deverão se reunir ao término do projeto para avaliar os processos de elaboração, desenvolvimento e finalização das atividades objetivando promover ajustes, caso necessário, no prosseguimento da parceria em novos trabalhos sociais.
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2o Encontro



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3o Encontro




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4o Encontro



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5o Encontro



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6o Encontro


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7o Encontro


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8o Encontro


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9o Encontro



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